sábado, 22 de janeiro de 2011

Ode à determinação.


Não marquei na pedra dura os fatos de minha história.
Joguei flores ao céu e cristais no rio.

E agora sentado no conforto de um leito de folhas verdes e tenras..

..só me arrependo de ter jogado tão fraco.

- Cut ∆way.

Controle populacional.


O soldado resoluto abre os olhos e mira o horizonte.
Milhares de homens esperando pela chance de confrontá-lo.

Milhares de tiros a serem disparados.

Milhares de rostos a serem esquecidos.

Milhares de nomes fugindo pela veia aberta da história.

Milhares de famílias a serem deformadas.
Tais pensamentos são parasitas.

O soldado se torna irresoluto, e sua arma agora destrói tudo indiscrimidamente.

E morre guerreando, e guerreia, matando.


Não faz sentido,
mas faz sujeira.
E enquanto os ratos destroem os próprios filhos..

..nós destruímos os seus.

- Cut ∆way.
*e ainda dizem que o problema são as drogas, quando quem mais lucra é quem menos é baleado.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Throw me in blue skies.


These words are not part of a blind scape, they don´t cut me as a sharpness blade.
What we have to do is make here a better place, let´s get out of the shade, set the fate off.

Show me the painless face, that happy one that throw me in blue skies, and bring me just one effect.

Bring me the effect of fade..
..away.
Always.

- Cut ∆way.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Esquece-se de ter sido.


Em quatro linhas o poema se exibiria.
Em quatro estrofes se faria a rima
.
Em quatro horizontes se esconderiam os significados.
Entre quatro pôres-de-sol em uma terra estrangeira
.
Isso são felicidades, de um trem, passageiras.
Alegrias aduaneiras
.
[C]Sem pesos.
Un beso.
Ensejo
.

- Cut ∆way.

*feito em homenagem à um poema de quatro linhas, sonhado e esquecido, longe daqui.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não.


Normal, aceitável, comum.
Racionalizável, compreensível.
Entenda ou caia, como andar de bicicleta.
Tarde demais pra explicar porque não querer.
Normatizar, aceitar, tornar comum.
Racionalizar, compreender.
Sentir.
Arder, pesar.
Destilar, beber, calejar.
Tornar forte o músculo necessário e seguir em frente.
Mas, embora nunca se sabe exatamente onde é, tudo tem limite. Mantenha certas portas fechadas, certas luzes apagadas.
E a curiosidade talvez não se tornará algo pesado demais.
E talvez possa ser carregada.
Me livrei do que me pesava, pra me preocupar com o que me pesa nos outros.
Mas nem tudo que se apresenta inteligente de fato o é.
E até mesmo a mais forte das pessoas tem fraquezas, e nem todas as fraquezas podem ser fortalecidas facilmente.
Cuidado é uma palavra bonita, de dois gumes.
E corta indiscriminadamente.

- Cut ∆way
.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Repetição.


Escrito o verbo, por falta de opção.
Descrito está, substantivando e trazendo essência ao que não brilha mesmo que se queime. Escrever é também a arte de não saber o que dizer, mas ter a capacidade de dizê-lo mesmo assim, se parafraseado nas entrelinhas, sem nem saber-se ser, como é, está e nunca permanecerá.
O que fazemos não é concreto, não é visto por todos, exige-se atenção e capacidade, uma sagacidade rara e crua para compreender os entremeios dos vocabulários à mostra, e o sangue que pulsa nas letras, que vai para as músicas, que enfeitam as notas, que pedem os ritmos, buscam a melodia, o jogo das popas gramaticais.
Quem escreve se perde no ar, esquece quem é pois se vomita debruçado sobre teclados e papéis, escrever é arte, e a arte se joga para fora do senso, pra fora do dentro e pra fora do fora, do mundo.
Hoje a rima não foi alcançada, a frase não veio, o efeito passou e a vontade da forma não se cumpriu, e quem escreve sabe que a forma importa tanto quanto a função, pois a faca não é nada sem o fio que corta sem discriminação a carne do animal e do caçador, que abre vesículas e expõe tendões, que salva e extirpa tantas vidas no meio de suas utilidades.
Um instrumento com um cabo e sob controle, é tão perigoso quanto um sem nenhum ou com apenas um dos dois.
Portanto, cuidado com as palavras cortantes, com as lembranças mal contadas e com orelhas mal curadas.
Porque isso pode doer pra caralho.


- Cut ∆way.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pretérito presente futuro.


Podia ter menos impulso, mas daí seria menos quente.
Pode perder a velocidade,
mas não sem antes a diferenciar da pressa.
É a pressa que é inimiga da perfeição, a velocidade só aumenta os riscos..
..e aumenta a emoção..
..e aumenta tudo que rima.

Calibrados os pneus, revisado o motor, cheio o tanque.
A estrada é uma serpente de mãos triplas, e como chocalho tens o som de instrumentos e vozes rasgadas.
Revesemos a direção, revesemos os caminhos.
Só não vá se revesar de mim.


- Cut ∆way.

Nouvelle Vague - The killing moon



Under blue moon I saw you
So soon you’ll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine

Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

In starlit nights I saw you
So cruelly you kissed me
Your lips a magic world
Your sky all hung with jewels
The killing moon
Will come too soon

Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

Under blue moon I saw you
So soon you’ll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine
Unwillingly mine


sábado, 31 de julho de 2010

Para dogma, para stigma.




E andando pela vida, as vezes à trabalho, as vezes à passeio, estamos sempre procurando nos outros justificativas para sermos quem somos, dizendo que as qualidades são individuais e os defeitos, coletivos. E o mérito é cobrado, e a meritocracia vem à tona, sem lembrarmos que tudo que fazemos de bom também passa pela idéia dos outros, e se é bom, é bom para alguém ou para uma filosofia, um paradigma.
Antes da inteligência, seguida pela oportunidade aproveitada, antes da capacidade, antes do erro e do acerto, antes do preto e do branco, antes, antes de Deus, ante a vida, ante a morte, perante, durante, após.

Vida, e ciclos, e [retro] alimentação.

Portanto, para tanto, cante as notas mais cortantes, m
as corte as carnes mais suculentas. Não se alimente de restos. Não fale besteiras, se não tiver capacidade de revê-las depois. Seu nome, seu corpo, é todo memória, é todo consciência, própria e alheia.
Todo, inteiro, vivo.

E se for se matar, se seu drama se provar sincero..


..faça isso longe daqui.

- Cut ∆way.

Linkin Park - Numb


I'm tired of being what you want me to be.
Feeling so faithless, lost under the surface.
I don't know what you're expecting of me.
Put it under the pressure
Of walking in your shoes.
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)


I've...become so numb,
I can't feel you there.
I've become so tired,
So much more aware.
I've becoming this,
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.

Can't you see that you're smothering me?
Holding too tightly, afraid to lose control.
'Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you.
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)
And every second I waste is more than I can take!


I've...become so numb,
I can't feel you there.
I've become so tired,
So much more aware.
I've becoming this,
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.

And I know:
I may end up failing, too.
But I know:
You were just like me, with someone disappointed in you.


I've...become so numb,
I can't feel you there.
I've become so tired,
So much more aware.
I've becoming this,
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.

I've...become so numb,
I can't feel you there.
(I'm tired of being what you want me to be)
I've...become so numb,
I can't feel you there.
(I'm tired of being what you want me to be)