terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pretérito presente futuro.


Podia ter menos impulso, mas daí seria menos quente.
Pode perder a velocidade,
mas não sem antes a diferenciar da pressa.
É a pressa que é inimiga da perfeição, a velocidade só aumenta os riscos..
..e aumenta a emoção..
..e aumenta tudo que rima.

Calibrados os pneus, revisado o motor, cheio o tanque.
A estrada é uma serpente de mãos triplas, e como chocalho tens o som de instrumentos e vozes rasgadas.
Revesemos a direção, revesemos os caminhos.
Só não vá se revesar de mim.


- Cut ∆way.

Nouvelle Vague - The killing moon



Under blue moon I saw you
So soon you’ll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine

Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

In starlit nights I saw you
So cruelly you kissed me
Your lips a magic world
Your sky all hung with jewels
The killing moon
Will come too soon

Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

Fate
Up against your will
Through the thick and thin
He will wait until
You give yourself to him

Under blue moon I saw you
So soon you’ll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine
Unwillingly mine


sábado, 31 de julho de 2010

Para dogma, para stigma.




E andando pela vida, as vezes à trabalho, as vezes à passeio, estamos sempre procurando nos outros justificativas para sermos quem somos, dizendo que as qualidades são individuais e os defeitos, coletivos. E o mérito é cobrado, e a meritocracia vem à tona, sem lembrarmos que tudo que fazemos de bom também passa pela idéia dos outros, e se é bom, é bom para alguém ou para uma filosofia, um paradigma.
Antes da inteligência, seguida pela oportunidade aproveitada, antes da capacidade, antes do erro e do acerto, antes do preto e do branco, antes, antes de Deus, ante a vida, ante a morte, perante, durante, após.

Vida, e ciclos, e [retro] alimentação.

Portanto, para tanto, cante as notas mais cortantes, m
as corte as carnes mais suculentas. Não se alimente de restos. Não fale besteiras, se não tiver capacidade de revê-las depois. Seu nome, seu corpo, é todo memória, é todo consciência, própria e alheia.
Todo, inteiro, vivo.

E se for se matar, se seu drama se provar sincero..


..faça isso longe daqui.

- Cut ∆way.

Linkin Park - Numb


I'm tired of being what you want me to be.
Feeling so faithless, lost under the surface.
I don't know what you're expecting of me.
Put it under the pressure
Of walking in your shoes.
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)


I've...become so numb,
I can't feel you there.
I've become so tired,
So much more aware.
I've becoming this,
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.

Can't you see that you're smothering me?
Holding too tightly, afraid to lose control.
'Cause everything that you thought I would be
Has fallen apart right in front of you.
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)
Every step that I take is another mistake to you
(Caught in the undertow, just caught in the undertow)
And every second I waste is more than I can take!


I've...become so numb,
I can't feel you there.
I've become so tired,
So much more aware.
I've becoming this,
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.

And I know:
I may end up failing, too.
But I know:
You were just like me, with someone disappointed in you.


I've...become so numb,
I can't feel you there.
I've become so tired,
So much more aware.
I've becoming this,
All I want to do
Is be more like me
And be less like you.

I've...become so numb,
I can't feel you there.
(I'm tired of being what you want me to be)
I've...become so numb,
I can't feel you there.
(I'm tired of being what you want me to be)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Palavras repetidas, que nunca são ditas.

E assim, sendo errante e errado, troquei dois passos com o escuro revelador, escrevi meio par de vários textos, critiquei sem olhar no espelho, reagi apenas, não fiz por não fazer, fui e criei confusão em vidas distantes, próximas e tão díspares que nem me lembro de onde surgiram.
Falei tanto sobre mim falando mal dos outros que me perdi entre o verbo crer e esquecer. E lá vem de novo as velhas expressões e o velho vocabulário quebrando a rocha fina da minha consciência.
E esse eu quebrado e composto de tantos vocês se esvazia e se confunde. Estranho, o vazio se mostra como uma posição inerente minha, e o drama das palavras supre uma necessidade egoísta de me mostrar assim. Um cara valente, como diria Maria, uma pessoa que por definição do Gessinger, na falta de algo melhor, não se deixou faltar coragem. Já disse Chico que favores não foram feitos e nem seu dinheiro fora emprestado. Eu, pelo contrário, fiz tantos favores e emprestei de mim tantas coisas mais e além de dinheiro que tenho até vergonha de cantá-lo. Ouvi tanto um tal de Paulinho que passei a sofrer e rir de seus fatos cantados com tanta paixão e medo que não foram poucas as vezes que me peguei pensando se não teria sido eu a escrever aquilo. É sempre assim, como diria Russo, que era latino americano: "eu não tenho vergonha de cagar, eu não tenho vergonha de mijar porque eu não me incomodo de comer, não tenho problema me dormir e também não tenho medo de sonhar."
E meu medo incipiente de errar e de jogar tais erros para fora de mim se reflete na necessidade de acertar e de me alimentar de acertos. Meu sono, diferente do meu troco, é pouco, quase nada, mas me vale pois é apenas meu, embora possa ser acompanhado. E quando sonho sigo as palavras de Rudyard de não fazer do mesmo meu senhor.
Descobri que minha tristeza mais pura é a de perder meu posto vitalício de meu capitão, de mestre-sala dessa escola que sou eu. Hoje eu gastei meu verbo falando de mim e isso é criticável, mas também louvável se quem lê conseguir tirar algo disso, mesmo que seja uma péssima conclusão. Só não se esqueça que que eu, assim como você, não estou concluído até o momento que meu peito parar de arfar.
Espero que quem tenha passado os olhos por essas letras e se achado em algum verbo ou substantivo mal escrito encontre seus meios e metades, e que sempre sobre um fôlego pra recomeçar depois de cair. Entenda que eu me achei e me perdi por vontade própria, embora nunca pura e destilada como posso ter dito antes, mas minha assim como meus erros e meus acertos e as consequências dos mesmos, pessoais e intransferíveis.
Eu tentarei e acertarei novamente, e conseguirei mesmo que parcialmente, serei e farei felicidade com base nos meus erros aprendidos anteriormente.
Um salve então, aos que estão vivos e assim como eu, sobrevivendo.

- Cut ∆way.

Legião Urbana - Se fiquei esperando meu amor passar



Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que então, eu não sabia amar
E me via perdido e vivendo em erro
Sem querer me machucar de novo
Por culpa do amor
Mas você e eu podemos namorar
E era simples: ficamos fortes
Quando se aprende a amar
O mundo passa a ser seu
Quando se aprende a amar
O mundo passa a ser seu
Sei rimar romã com travesseiro
Quero a minha nação soberana
Com espaço, nobreza e descanso.
Se fiquei esperando meu amor passar
Já me basta que estava então longe de sereno
E fiquei tanto tempo duvidando de mim
Por fazer amor, fazer sentido
Começo a ficar livre
Espero, acho que sim
De olhos fechados não me vejo
E você sorriu pra mim..

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Medo, muito. [ou] Então é um, dois, três..



A estrada à noite é uma pintura, no contraste do escuro, à luz da lua e na penumbra dos postes, o zigue-zague dos perdidos ganha sentido, ganha direção, ganha velocidade e perde-os, no balançar dos parafusos, soltos. Ser contrariado e gostar disso é essencial, pois quando o oposto, tão semelhante, se joga sobre suas idéias e a letra "o" se torna "dis", o mundo para pra olhar e ouvir.
O show que a vida proporciona, essa vida que se confunde e se funde, de olhos abertos não quer enxergar, de olhos fechados ainda assim quer andar, e tateando pouco a pouco, se acha, se perde, e ao encontrar, duvida, e ao duvidar renasce, mata, e morre.
E a ode do perder e ganhar ganha outra nota.
Antes que o tempo, a clave, sustenidos e bemóis.
Antes do inteiro, a metade, e uma outra parte de nós.


- Cut ∆way.

Alter Bridge - Burn it down



Drank so much last night
I think that I drowned
But now my cup is empty
No one has seen my will around
Now my heart is aching
Sometimes I fall asleep for days
But my bed is empty
I know I'm too set in my ways
Tell 'em all I'm okay

So burn it down
Discover the dusk of your day
Has reached it's dawn
So burn it down
Remember to find a new way
To carry on

Flew so high last night
I think that I fell
To the ground so heavy
Woke up to find this living hell
It used to be so easy
Hard to tell my nights
Now from my days
The curtains hide my feelings
Don't feel I have any right to pray
And will they find me someday
Someday

So burn it down
Discover the dusk of your day
Has reached it's dawn
So burn it down
Remember to find a new way
To carry on

So burn it down
Discover the dusk of your day
Has reached it's dawn
So burn it down
Remember to find a new way
To carry on

And whatever takes us away
Will be the same to drive us on
And whatever takes us away
Will be the same to drive us on

Remember to find a new way
A way to see it all
It's finally slipping away
Soon it will be gone
Remember to find a new day
Remember to carry on

So burn it down
Discover the dusk of your day
Has reached it's dawn
So burn it down
Remember to find a new way
To carry on

So burn it down
Discover the dusk of your day
Has reached it's dawn
So burn it down
Remember to find a new way
To carry on

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sonífero. [poema]


Não vejo o mundo com os mesmos olhos
Não me vejo no espelho como deveria
Espero a vida me causar mais uma virada
Fico à deriva do destino que me pega do nada

Tudo às vezes se torna tão óbvio
Nada, às vezes, fica visível
Porque nós estamos aqui se é ali que acontece?
Me dê uma razão para eu escapar
Mas não me fale como irei fazer

Nunca precisei tanto que encontrasse
Nunca quis tanto me jogar
Às vezes, pareço preso em uma armadilha
Como mais um perdido que cai
Demorei para perceber e nunca vou entender

Agora nada significa
Alguém tem coragem?
Não quero acordar
Mas nem penso em viajar


_Felipe Cusiano

Em grande parte, escrito às 7 da manhã.

Eu sou assimétrico.
Até quando desenho um quadrado, sem régua, cada face tem um desenho diferente, e cada desenho é mais ou menos detalhado que o outro. E apenas três faces se mostram.
Muitas vezes, a dor de uma topada no dedinho é quase identica a de uma facada no coração. E pelo que me lembre, já levei e dei mais facadas que topadas.
O que muda é o espectro, a incapacidade de se desvencilhar de tal dor.
Já menti, já difamei, já esperneei, já fiz de tudo que pode ser chamado de feio. E já fiz por onde me redimir.
Mas, por outro lado, também já fiz de tudo que pode ser chamado de bonito, pra compensar, por pura vontade, pra começar algo, só que essas coisas levam mais tempo pra voltar à memória, ou são ignoradas e esquecidas, mergulhadas na raiva.
Eu sei que quando se está confuso, as palavras usadas são confusas. Isso se mostra claramente também nas atitudes e assuntos já conversados que voltam a aparecer, por esforço, não por naturalidade. Eu sei porquê já fiz isso, fui e ainda sou incoerente, e por isso posso falar.
Palavras tem siginificados, por isso as escrevo. Por mais que pareçam confusas na hora, depois elas se mostram como ouro que é peneirado do barro.
Ninguém sabe da missa, mais do que o terço, muito menos eu. A diferença é aceitar e enxergar o que o terço tem a dizer, e não o que os outros dois te incitam a deduzir.
E vá por mim, nenhuma dor é exclusiva, todos podem e vão sentir certas coisas em determinadas situações, ainda mais quando se procura entrar nelas.
A solução é saber, perceber, ver sem querer ver, mas procurar e depois voltar com o ciclo, é falta de respeito consigo mesmo e com sua memória.
Tudo parecia certo, sabia-se que certas atitudes seriam tomadas e cada um levaria sua vida pra um lado. Só não sabia quem ia levar cada vida pra cada lado, mas esse 'sabia' é conjugado no passado, e se agora se sabe, não adianta ignorar e verborragiar. Não existe possibilidade de não esperar que depois de certas frases desferidas, não aceitar que as coisas mudem.
Todo mundo sabe, ninguém quer enxergar. E certas coisas invariavelmente vão para o lixo.
E quem tem a fama, nem sempre foi quem comprou as vacas.
Em certo momento da minha vida, entendi que tinha nascido. Daqui a muito tempo, espero conseguir entender que morrerei, e que isso é um fato. Bem ou mal, tudo termina.
Mas o que acontece no meio desses dois pontos, é meu.
Eu sou meu.

- Cut ∆way.